Segurança
Segurança Zero Trust

A COVID-19 mudou a mente de muitas empresas quanto ao trabalho presencial, isso é um fato. Muitas optaram por trocar seus prédios pela acessibilidade do home office, porém com isso veio uma nova preocupação: como os funcionários têm acessado ao ambiente corporativo e se isso tem sido feito com segurança de dados. No artigo de hoje, vamos falar sobre a segurança zero trust e como ela tem sido aplicada em diversas frentes.

Diferença entre VPN e Segurança Zero Trust

A VPN foi a primeira opção adotada por diversos escritórios, por ser uma das tecnologias de acesso remoto mais conhecidas principalmente, porém a segurança nesse tipo de acesso é insuficiente, já que os protocolos de segurança ocorrem na primeira camada apenas, uma vez que o usuário quando está dentro daquele ambiente já possui acesso a todos os sistemas nele inseridos, pois a VPN entende que após a primeira validação já é seguro.

Também há a dificuldade de liberar novos usuários, geralmente demanda bastante tempo – que impactou as empresas que não estavam preparadas para uma alta demanda de solicitação de acessos no início da pandemia, além do efeito funil, onde num momento de alto trânsito podem ocorrer interferências e até mesmo a queda momentânea do acesso.

Outra situação é que, geralmente, esses acessos remotos ocorrem dentro de ambientes de rede doméstica não segura, uma vez que trabalhar de onde quiser é de onde quiser mesmo, podendo ser em redes abertas como cafés ou hotéis, dando de bandeja para os cibercriminosos a facilidade que eles tanto procuram.

Já com ZTNA (Zero Trust Network Acess) esse cenário muda, já que ele entende que qualquer acesso não é confiável, mesmo com a primeira validação, por isso em qualquer sistema ele irá solicitar novas autenticações de segurança, evitando assim a exposição de dados de forma indevida. Os três passos para o Zero Trust são:

  1. Mínimo de privilégios;
  2. Nunca confiar;
  3. Sempre monitorar.

A ideia é realmente manter o acesso privilegiado mínimo para qualquer usuário, abrindo portas apenas para o que ele realmente está escalado a exercer.

Com o modelo Zero Trust aumenta-se a camada do perímetro inicial de acesso, onde antes era visto que todo e qualquer malware era retido pelo firewall. Hoje, com a monitoração e dupla autenticação, mais ataques são contidos, trazendo assim, mais segurança, independente do ambiente que o usuário está logando.

Principais benefícios da Segurança Zero Trust para a sua estrutura de TI

Além do limitador de acessos conforme mencionado acima, a rede ZTNA tem diversos outros benefícios que têm feito cada vez mais as empresas migrarem para esse modelo, veja abaixo alguns deles:

  • Flexibilização: Um dos fatores que fazem a VPN obsoleta é a quantidade de requisitos que são necessários para o acesso e para a liberação dele, com isso a ZTNA sai na frente, proporcionando muito mais facilidade para a equipe técnica disponibilizar novos usuários, e rapidez para o funcionário em suas funções;
  • Preservação: Outro fator importante é que os endereços IP não ficam expostos na internet como ocorre com a VPN, assim diminui o acesso de hackers a informações da empresa e aumenta consideravelmente o nível de segurança.

A ideia principal é levar a segurança que o funcionário tem dentro do ambiente corporativo para o home office, já que depois da pandemia houve um aumento de ataque cibernéticos de quase 600%. De acordo com as previsões do Gartner, estima-se que 80% das novas aplicações para negócios digitais serão por ZTNA.

Implementação da segurança Zero Trust

A recomendação para novas implementações que já possuem o modelo de VPN inserido é fazer primeiro uma amostra teste, para verificar possíveis falhas ou incompatibilidade de sistemas já existentes, porém, a facilidade que a ZTNA possui ajuda inclusive nesse momento, dando mais recursos para a equipe de tecnologia a administrar essa virada.

Após a amostra teste, é o momento da mudança em si, e com certeza todas as pontas ficarão mais satisfeitas com isso. Afinal, não faz sentido a equipe de marketing ter acesso a informações de código fonte do pessoal de programação, isso faz com que o tráfego da rede também seja mais leve e auxiliará na agilidade de sistemas também.

Importante salientar que um passo essencial é o monitoramento não só pós-implementação, mas também no dia a dia, pois apesar da eficácia do modelo Zero Trust, podem ocorrer inconsistências, desde internas como externas, por isso a equipe de administração do ambiente deve estar sempre atenta aos relatórios gerados, também para aprimorar sempre que possível a experiência do usuário que é decisivo para um ambiente eficiente.

Autenticação multifator

Uma das funcionalidades optadas para preservar os acessos é a autenticação multifator, pois mesmo que tenha uma tentativa de invasão a sua rede, onde o hacker conheça o usuário e senha do colaborador, ainda assim precisará de outros recursos para acessar através do perímetro inicial e demais camadas de segurança.

Essa política entra no step de gerenciamento de acessos e é uma das bases para que a funcionalidade do ZTNA seja realmente efetiva. A educação para que os funcionários também criem senhas mais seguras com protocolos de acordo com as diretrizes de segurança da empresa também é tarefa da equipe de tecnologia e segurança.

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